Meu nome é Maria Eduarda Marques Carone Reis, sou psicanalista e psicóloga (CRP: 16/10987). Faço formação permanente em Psicanálise, e, atualmente, sou participante da Escola Lacaniana de Psicanálise de Vitória (ELPV).
Gostar de ler e escrever me levou, de certo modo, a apostar na escuta, pois, acredito que ela possibilita que o ser humano assine a sua vida.
Convido você a enxergar além do óbvio e escrever a sua história, de forma singular. Vamos juntos?
A Psicanálise é um método de tratamento que privilegia o inconsciente e a singularidade dos casos. Durante as sessões de análise, utiliza-se a técnica da Associação Livre, onde o analisante deve falar o que vier, sem julgar o conteúdo. É preciso salientar que o ato de falar livremente se difere de uma conversa cotidiana, pois, é a partir do conteúdo (recordações, equívocos, lapsos, entre outros) que surgem aspectos singulares da história do analisante. Sigmund Freud, o criador da Psicanálise, sintetizou a Associação Livre da seguinte forma:
“Mais um detalhe, antes de começar. A sua narrativa deve diferenciar-se em um ponto de uma conversa comum […] diga tudo o que lhe passa pela mente. Comporte-se, por exemplo, como um viajante sentado à janela do trem que descreve para quem está dela mais afastado, do lado de dentro, como a paisagem vai mudando diante de seus olhos. E, por fim, nunca se esqueça de que você prometeu sinceridade plena, e nunca passe por cima de algum fato só porque por algum motivo essa informação lhe é desagradável.”
– (FREUD, 1913/2017, p. 97, 98)
A Associação Livre é o método utilizado numa análise. Essa técnica é direcionada ao analisante e consiste em falar o que vier, sem censurar.
Freud (1913) adverte que a Associação Livre se difere de uma fala usual, em que é possível escolher o que é dito e, até mesmo, omitir algo, se isso trazer algum desconforto. Já, no que se refere à técnica da Associação Livre, quando o analisante se permite falar sem escolher o conteúdo, o inconsciente emerge e o tratamento tem efeitos.
Trabalho com sessões de duração variável, pois, em Psicanálise, o tempo relaciona-se ao inconsciente.
Freud (1915) postula que o inconsciente se contrapõe a cronologia – ou seja, a arbitrariedade do relógio. Já, Lacan (1966), salienta que o inconsciente constitui-se através da linguagem. É por meio das rupturas – no discurso do analisante, que o inconsciente entra em cena.
No mínimo, 1 vez por semana. No entanto, é preciso considerar a individualidade dos casos.
Não há como especificar a duração do tratamento: cada caso tem um tempo distinto. Além disso, os efeitos do tratamento são individuais.
Não. Os atendimentos são realizados de forma particular.
Qual é o custo de uma análise?
07/12/2025